quinta-feira, 20 de outubro de 2011

RELAÇÃO ENTRE INATIVIDADE FISICA E AFASTAMENTOS DO TRABALHO POR PROBLEMAS DE SAÚDE EM FUNCIONÁRIOS DO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL-SC.

RESUMO
O objetivo desse estudo foi verificar a relação entre o nível de atividade física e afastamentos do trabalho por motivos de doença em funcionários de duas empresas portuárias do terminal marítimo de São Francisco do Sul-SC. Participaram da investigação 98 funcionários, sendo 78 do gênero masculino e 20 do gênero feminino, com médias de idade de 31,32 ± 9,97 anos e 28,6 ± 8,92 anos respectivamente. Para coleta de dados foi utilizado um formulário auto-aplicado com três blocos contendo o Questionário Internacional de Atividades Física - IPAQ, bem como questões relativas a dados sócio-demográficos, condições de saúde laboral, percepção de estresse, percepção de saúde e percepção de esgotamento no trabalho. Os resultados revelaram uma elevada prevalência de inatividade física (49%) e dispensa do trabalho por atestado médico nos últimos doze meses (32,7%). Houve associação estatisticamente significativa entre inatividade física e afastamentos do trabalho por motivos de doença, sendo o risco relativo de transtornos de saúde, 34% de maior entre os funcionários insuficientemente ativos.

PALAVRAS – CHAVE: Atividade Física, Afastamento do Trabalho, Saúde Ocupacional.

João Francisco Severo Santos¹ e Alan Patrik Ulguin²
¹Professor do Centro de Ciências Tecnológicas da UDESC e do Instituto Superior Luterano Bom Jesus/IELUSC de Joinville-SC, Brasil; ² Pós-Graduando em Fisiologia do Exercício UNIFESP, São Paulo-SP.
joao_severo@ig.com.br

http://artigocientifico.com.br/acervo/4/51/tpl_981.html

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fatores associados à sintomatologia dolorosa e qualidade de vida em odontólogos da cidade de Teresina – PI

Resumo
Objetivo: Analisar os fatores associados à sintomatologia dolorosa e à qualidade de vida em odontológos da cidade de Teresina-PI. Métodos: Foi realizado um estudo observacional de caráter transversal com 175 odontológos atuantes e registrados no Conselho Regional de Odontologia-PI entre os meses de março a maio de 2007. Para caracterização dos odontológos foi utilizado um questionário multidimensional contendo informações sociodemográficas (idade, sexo) e dados profissionais (tempo de serviço e jornada de trabalho). A avaliação da presença de dor foi realizada pelo o Protocolo de Sintomatologia Dolorosa de McGILL. O WHOQOL-Bref foi utilizado para avaliação da qualidade de vida através dos domínios Físico, Psicológico, Social e Meio
ambiente. Resultados/Conclusão: A sintomatologia dolorosa foi relatada em 69,7% dos indivíduos, sendo observado em 77,3% das mulheres e 60,3% dos homens. As regiões do corpo onde foram mais prevalentes a presença de dor foram a região do pescoço (69,2%) e lombar (69,7%). Os odontológos apresentaram elevados níveis de autopercepção de satisfação da qualidade de vida e saúde. A maior parte dos indivíduos relatou a qualidade de vida como muito boa (96%), e apenas 16,6% dos indivíduos relataram insatisfação com a saúde. Os domínios Físico e Meio Ambiente do WHOQOL-Bref
apresentaram escores mais baixos que os domínios Psicológico e Social. Através de análise multivariada mediante regressão logística, após ajuste pelas variáveis do estudo, apenas a sintomatologia dolorosa (OR=2,51; IC95%1,21-5,21) permaneceu associada com a qualidade de vida destes profissionais.

Rev Bras Epidemiol
2011; 14(1): 141-50

Ivaldo Coelho Carmo
I,II,IV
Eliene Andrade Soares
Jair Sindra Virtuoso Júnior
Ricardo Oliveira Guerra
Universidade Estadual do Piauí – UESPI
Instituto de Ensino Superior Múltiplo – IESM
Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde – UFRN